quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Certas coisas



Enquanto os erros impregnavam no seu corpo, sentiu um cheiro. Aquele cheiro periódico, doce e único. Sua mente então começou a condená-lo, evidenciando suas mazelas de um mentiroso. Sim, se sentia assim. Mentiroso.
Empurrou o pecado e correu ao encontro do telefone. Algo dizia que a garota sabia o que ele tinha feito. Mas ela não sabia, não tinha como saber, ou tinha?
Debruçado na angústia, com medo de se entregar, falar por impulso algo que não deveria, apenas ouviu aquela voz que ele já havia acostumado a ouvir, mas que gostava tanto. Tanto que não sabia nem como explicar..

A menina então disse: Oi, tá tudo bem amor ?

Aquele “ amor” doeu mais que uma espada no coração, e uma leve lágrima percorreu o rosto do jovem rapaz.

Quando conseguiu, ele disse : tá sim amor, e com você ?

Eles conversaram durante um bom tempo, até que os dois precisavam se despedir..
Na hora da despedida, ele disse que sentia muito a falta da namorada, e que ela tinha o dom de fazer do inferno dele o paraíso.

Ela apenas sorriu, e manifestou : amor, não exagera! Também não é assim... Ah, antes que eu me esqueça e o seus créditos acabem, eu te amo viu?!

Eu chamaria isso de xeque-mate, ou melhor, princípio de culpa suprema. Ou seria o início do amor verdadeiro?
É, o rapaz havia sim encontrado a jóia mais rara que um homem pode achar ao longo de toda uma vida. Eu diria até que ele acertou de primeira. Sim, sua primeira namorada era a mulher da sua vida.

Ele engasgou nessa hora, e sua voz saiu mais como um suspiro : Eu nunca amei uma mulher como eu amo você...

Dizem que a distância atrapalha. Mas atrapalha apenas as pequenas chamas.






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