Enquanto
os erros impregnavam no seu corpo, sentiu um cheiro. Aquele cheiro
periódico, doce e único. Sua mente então começou a condená-lo,
evidenciando suas mazelas de um mentiroso. Sim, se sentia assim.
Mentiroso.
Empurrou
o pecado e correu ao encontro do telefone. Algo dizia que a garota
sabia o que ele tinha feito. Mas ela não sabia, não tinha como
saber, ou tinha?
Debruçado
na angústia, com medo de se entregar, falar por impulso algo que não
deveria, apenas ouviu aquela voz que ele já havia acostumado a
ouvir, mas que gostava tanto. Tanto que não sabia nem como
explicar..
A
menina então disse: Oi, tá tudo bem amor ?
Aquele
“ amor” doeu mais que uma espada no coração, e uma leve lágrima
percorreu o rosto do jovem rapaz.
Quando
conseguiu, ele disse : tá sim amor, e com você ?
Eles
conversaram durante um bom tempo, até que os dois precisavam se
despedir..
Na
hora da despedida, ele disse que sentia muito a falta da namorada, e
que ela tinha o dom de fazer do inferno dele o paraíso.
Ela
apenas sorriu, e manifestou : amor, não exagera! Também não é
assim... Ah, antes que eu me esqueça e o seus créditos acabem, eu
te amo viu?!
Eu
chamaria isso de xeque-mate, ou melhor, princípio de culpa suprema.
Ou seria o início do amor verdadeiro?
É,
o rapaz havia sim encontrado a jóia mais rara que um homem pode
achar ao longo de toda uma vida. Eu diria até que ele acertou de
primeira. Sim, sua primeira namorada era a mulher da sua vida.
Ele
engasgou nessa hora, e sua voz saiu mais como um suspiro : Eu nunca
amei uma mulher como eu amo você...
Dizem
que a distância atrapalha. Mas atrapalha apenas as pequenas chamas.
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