Chega uma hora que a
gente vai embora, e vai porque quer ir. Não é por necessidade, é
por decisão mesmo. Fecha aquela porta e decide que nunca abrirá
novamente. Essa decisão demora acontecer, mas demora justamente
porque é definitiva.
Seu período de
adaptação é aquele em que ainda existe a esperança e a
possibilidade de retorno.
Você permite que o
outro volte e te encontre na porta, com o mesmo sorriso e com o
perdão transbordando nos braços e abraços.
Mas esse período
passa, e você muda completamente. Começa a sorrir de outro modo, se
irrita com tudo que lembre o outro e busca novos motivos para sorrir.
E isso acontece tão naturalmente que a gente nem percebe. Por fim,
deseja que seu passado seja apagado e torce para que ninguém lembre
de que vocês um dia estiveram juntos.
Inicia outra história
, e percebe que precisa passar pelo primeiro amor para que o último
pudesse ser tão bom.

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