quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Hoje




Talvez se ele soubesse o quanto ela sofria, suas ações não seriam as mesmas.
Eles sempre se encontravam, não importava a distância e o tempo. E doìa quando o encontro acontecia. Era estranho. Devia ser passado. Precisava ser normal. Mas não era, nunca foi.
Palavras sempre foram insuficientes para defenir o que acontecia entre eles. Nunca saberiam explicar porque gostavam tanto dos olhos um do outro, ou do cheiro, do sorriso.
A vontade de voltar, as mãos já cansadas de procurar o seu verdadeiro par..
Escolher o melhor para o momento não significava que a escolha seria válida para a vida toda.
A vontade de voltar... de pegar de volta o brilho dos olhos que ficaram no outro...
A necessidade da outra metade, da voz amenizadora, do sorriso encantador...
A sinceridade, o medo, a vontade, o receio, a coragem, o desejo de amar. Amar de novo aquela que nunca deixou de amar.
Sentiria aquela vontade de amá-la de novo, sempre ? Isso nunca passaria ?

Um dia desejou que isso passasse, mas logo quando o outro dia nasceu, desejou amá-lá. Como sempre foi. Como sempre deveria ter sido.
A vontadade de voltar onde nunca se saiu.


O menino agora era homem. Entendeu o valor de uma vida e de uma noite. Hoje ele optaria por uma vida. Hoje, ele não trocaria uma vida por uma noite.




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