Minhas mão pequenas estavam completamente perdidas. Não haviam compreendido que perderam suas parceiras, que estavam sozinhas .E que a única função que elas teriam daqui pra frente era apenas a essencial, a de tatear utensílios ..
Estavam descontroladas,
inconsoláveis ..
Precisei abafar seu
desespero, escondendo-as de vez em quando para que elas não
revelassem nosso segredo.
Era saudade. E não de
uma boca, de presentes, de palavras . Era saudade de “ mãos
dadas”, de um suor que empregnou minha carne. Mas era só. Apenas
saudade incontida.

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